quarta-feira, 20 de abril de 2016


Poderia dizer muito menos, escrever cada vez menos, mostrar cada vez menos, mas não sou assim. Digo tudo o que me vai na alma, escrevo o que me corre nas veias, mostro o que me passa pela cabeça. 
Poderia dizer que sou insensível, que não sinto mais saudades de quem se afastou, que não penso em ninguém para além de mim, mas não nasci assim.
Poderia ter a cabeça sempre erguida, pisar aqueles que me tentassem rebaixar, mas não sou assim. Olho tanto para cima como para baixo, levanto quem me rebaixa.
Poderia não ter compaixão, ser o maior monstro que a Humanidade já conheceu, mas não sou assim. Sou um anjo, tenho compaixão e dou o perdão 1500 vezes se for preciso.
Os outros vêm sempre primeiro. Eu venho sempre em último.
Poderia ser de mil e uma maneiras, mas não nasci assim


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